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Incentivo à produção deve colocar MS no mercado de laranja

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Citricultura tem potencial de expansão, favorecida pela migração da produção de laranjas de São Paulo para MS, em razão de doença que ataca os pomares no estado vizinho

Por Rosana Siqueira – Semadesc

Mato Grosso do Sul está estimulando a expansão da citricultura para diversificar a base produtiva no Estado, com expectativa de colocar o Estado no mercado de laranja. Para debater a política de diversificação do setor produtivo, equipe da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação) participou do dia de campo “Desafios e oportunidades na citricultura” com produtores de Costa Rica, na região nordeste. O encontro foi realizado na Fazenda São Sebastião, para capacitar produtores e promover a troca de conhecimentos sobre o setor citrícola. A gerente de Inspeção e Defesa Vegetal da Iagro, Glaucy Ortiz, e a coordenadora Karla Nadai, estiveram no encontro.

De acordo com o titular da Semadesc, Jaime Verruck, a citricultura tem apresentado potencial de expansão, favorecida pela migração de produção de laranjas de São Paulo para MS, em razão da doença do “Greening”.

O Greening ou huanglongbing é uma doença causada pelas bactérias Candidatus Liberibacter spp, Candidatus Liberibacter africanus, Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter americanus que afeta os citrus, deixando suas folhas amareladas e mosqueadas

“Já iniciamos tratativas com a Fundecitrus, em março devemos assinar um primeiro termo de cooperação, e temos realizado reuniões com potenciais investidores. Acredito que as politicas publicas irão colocar MS na mapa da citricultura nacional”, diz Verruck.

Durante o dia de campo, especialistas na área debateram os desafios dos produtores na atividade. O engenheiro agrônomo José Loreto, reconhecido especialista na área, abordou os desafios enfrentados pelos produtores de citros e soluções práticas para melhorar a produtividade e a qualidade dos pomares.Loreto e Sérgio Nascimento, representante da Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), repassaram aos produtores informações atualizadas sobre as tendências do mercado e as estratégias mais eficientes para obter resultados competitivos no setor.

Outro assunto de destaque foi abordado por Glaucy Ortiz, da IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), que apresentou orientações e protocolos relacionados ao Greening, uma das principais doenças que afetam os pomares de citros. Foram discutidas as melhores práticas de prevenção e controle da doença, visando garantir a sanidade dos pomares.

Outro assunto de destaque foi abordado pela gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) Glaucy Ortiz, que apresentou orientações e protocolos relacionados ao Greening, uma das principais doenças que afetam os pomares de citros.

Foram discutidas as melhores práticas de prevenção e controle da doença, visando garantir a sanidade dos pomares. “A mensagem principal é que as ações de prevenção para mitigar o problema com greening/HLB devem ser adotadas tanto nos pomares quanto nas ações estratégias do Estado. O objetivo é coibir o comércio de mudas irregulares que podem disseminar a doença e também validar a qualidade da produção de citros para fora do Estado e no mercado externo também”, destacou a gerente.

Victor Almeida, representante da MS Mudas, deu informações sobre a qualidade e o mercado de mudas, questão de extrema importância para os produtores, uma vez que a qualidade das mudas influencia diretamente na produtividade e na rentabilidade dos pomares.

Cerca de 70 pessoas participaram da palestra ministrada pelo engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Sérgio Nascimento, que abordou os desafios e oportunidades da citricultura no estado e alertou sobre as principais estratégias para o controle do Greening.

De acordo com o agrônomo, a citricultura está em expansão na região de Costa Rica e as propriedades de citros estão aumentando. Por isso, é fundamental que os produtores tenham conhecimento do poder destrutivo do Greening.

“Sabemos que o Greening tem causado grandes prejuízos no Estado de São Paulo, e Mato Grosso do Sul também já tem relatos da presença da doença, segundo a Iagro. Mesmo com incidência baixa, os produtores precisam adotar estratégias rigorosas de manejo para que os pomares permaneçam saudáveis e produtivos”, comenta.

O evento foi realizado pela Prefeitura de Costa Rica e Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento (SEMAD), em parceria com o Programa Agro Rica.

 

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